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Campanha Salarial: ato reúne categorias com data base no segundo semestre

02/08/2016

Trabalhadores e trabalhadoras estão mobilizados para impedir retrocessos

Por: Administrador - Publicação: 29/07/2016

 

 

Metalúrgicos, bancários, trabalhadores e trabalhadoras na área da refeição e da saúde se reuniram nesta quinta- feira, no Bairro Eldorado em Diadema, para um ato unificado da Campanha Salarial 2016. João Cayres, Secretário Geral da CUT São Paulo explicou que a entidade, há alguns anos, têm realizado a Campanha Salarial Unificada para as categorias com data base no segundo semestre e o lema deste ano é “Nenhum direito à menos” - “Os empresários vem com essa história de retirar direitos, de acabar com a CLT, afirmam que flexibilizar a CLT vai gerar mais empregos, mas é interessante notar que entre 2003 e 2014 nós não tivemos problemas nenhum com emprego, nós não precisamos mexer na CLT para gerar empregos. Os governos Lula e Dilma geraram empregos enquanto o mundo todo sofria com a crise econômica. Os ataques do governo interino é contra a classe trabalhadora e por isso é importante unificar a luta”.

Os bancários também estão em período de campanha salarial, Juvandia Moreira, Presidenta do Sindicato dos Bancários, conta que a categoria vai fechar a Pauta de Reivindicações de 2016 neste fim de semana e realizará a entrega para os banqueiros no próximo dia 9 de agosto: - “Nós estamos vivendo um momento difícil em nosso país. Vemos diariamente golpistas dizendo que a classe trabalhadora tem que fazer sacrifício. Só no ano passado foram sonegados mais de 500 bilhões de reais que foram enviados para contas no exterior, dinheiro que poderia ser investido em diversas áreas. E agora eles querem que os trabalhadores e trabalhadoras paguem por isso? Essa conta é dos banqueiros, empresários que têm muito dinheiro. E não nossa.”

Luiz Carlos da Silva Dias, presidente da FEM-CUT/SP citou os ataques que os patrões têm feito aos trabalhadores por meio da imprensa comercial: - “demitir e contratar todos os trabalhadores como terceiro, sem direito algum, não é golpe?  O presidente da CNI dizer que a jornada deveria ser de 60 horas, não é golpe? O vice-presidente da FIESP dizer que o trabalhador brasileiro tem mordomia porque tem uma hora de refeição e sugerir que este tempo caia para 15 minutos não é golpe?” e relembrou que os sindicatos patronais entregaram uma pauta com 19 reivindicações do setor empresarial: “Isso nunca havia acontecido antes. Dentre esses 19 pontos, um sugere o congelamento dos salários por 3 anos. Nós vamos permitir isso? Nós não vamos permitir! Isso é um golpe contra a classe trabalhadora” concluiu.

Rafael Marques, Presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, reforça que esta campanha salarial necessita de unidade, de apoio e de muita luta: - “Nós precisamos resistir para vencer. E eu tenho certeza que os metalúrgicos de todo o estado de São Paulo tem força para vencer e as demais categorias também tem força para a vitória e se necessário, diante dos constantes ataques do governo se concretizarem, construir a grande greve geral”.

 

Agência de notícias da  FEM-CUT/SP
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Jornalista responsável: Marina Selerges

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