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13º Salário dos Metalúrgicos da CUT Injetará Quase R$ 1 bilhão Na Economia Paulista

03/12/2015

Levantamento foi divulgado nesta terça-feira (1º) pela Subseção do Dieese na CNM-FEM-CUT/SP

Por: Viviane Barbosa, Assessora de Imprensa da FEM-CUT/SP - Publicação: 01/12/2015

Metalúrgica em fábrica - foto: Raquel Camargo

 
Metalúrgica em fábrica - foto: Raquel Camargo

A economia paulista receberá aproximadamente R$ 921 milhões referente ao pagamento do 13º salário de 216 mil metalúrgicos e metalúrgicas da base estadual da Federação de Sindicatos de Metalúrgicos da CUT/SP (FEM-CUT/SP).  Esse valor representa 12,9% de todo o montante valor injetado pela categoria  s metalúrgicos no Brasil. A Federação tem 14 sindicatos filiados que abrangem 49 municípios.

Os dados são de um levantamento divulgado nesta terça-feira (1º) de dezembro pela Subseção do Departamento de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) na CNM-FEM-CUT/SP.

Segundo o estudo, elaborado pela economista Caroline Gonçalves, essa estimativa leva em conta dados da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) e do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED), ambos do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).  

“Para obter o número total de trabalhadores metalúrgicos foi utilizada a RAIS 2014 complementada por atualização do Caged até o mês de setembro de 2015 e para fins de cálculo da remuneração média dezembro também foi utilizada a RAIS 2014 com atualização dos valores através da variação média do INPC-IBGE até setembro de 2015”, explica a economista.

Para o presidente da FEM-CUT/SP, Luiz Carlos da Silva Dias, o Luizão, mesmo em um ano atípico em que houve aumento do desemprego, os metalúrgicos da CUT contribuíram com quase R$ 1 bilhão na economia paulista. “Isso mostra que a organização, a mobilização e as boas negociações contribuem para o crescimento do País”, avalia. relata.

Critérios
Segundo a Subseção do Dieese na CNM-FEM-CUT/SP, para efeito do cálculo, o Dieese não considera os autônomos, assalariados sem carteira ou trabalhadores com outras formas de inserção no mercado de trabalho que, eventualmente, recebem algum tipo de abono de fim de ano, nem os valores envolvidos nesses abonos, uma vez que esses dados são de difícil mensuração.

Também não é considerado o adiantamento da primeira parcela do 13º salário ao longo do ano, uma vez que funcionários de muitas empresas recebem parcialmente o pagamento do 13º no momento em que tiram férias.

Não são também contabilizados os casos de categorias que o recebem antecipadamente por definição, por exemplo, de Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) ou Convenção Coletiva de Trabalho (CCT).


13º na economia paulista

A economia paulista deverá receber, até o final de 2015, a título de 13° salário, cerca de R$ 50,9 bilhões, aproximadamente 29,4% do total do Brasil e  57,4% da região Sudeste. Esse montante representa em torno de 2,7% do PIB estadual.

O contingente de pessoas no Estado que receberá o décimo terceiro foi estimado em 21,9 milhões, o correspondente a 25,8% do total que terá acesso ao benefício no Brasil. Em relação à região Sudeste, esse percentual é de 54,6%.

Os empregados do mercado formal, celetistas ou estatutários, representam 66,7%, enquanto pensionistas e aposentados do INSS equivalem a 33,3%. O emprego doméstico com carteira assinada participa com 2,6%.

Em relação aos valores que cada segmento receberá, nota-se a seguinte distribuição: os empregados formalizados ficam com 76,5% (R$ 40 bilhões) e os beneficiários do INSS, com 17,5% (R$ 8,9 bilhões), enquanto aos aposentados e pensionistas do estado do Regime Próprio caberão 4,4% (R$ 2,3 bilhões).

 

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