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Negociações da Campanha Salarial devem iniciar na segunda quinzena de julho

14/07/2015

A FEM-CUT/SP entregou as pautas de reivindicações no dia 3 para seis bancadas patronais

foto: Adonis Guerra foto: Adonis Guerra 
 

Publicado em: 08/07/2015

Os metalúrgicos da CUT no Estado de São Paulo deram início a Campanha Salarial 2015. A data-base da categoria é 1º de setembro e estão em Campanha cerca de 200 mil trabalhadores na base da FEM-CUT/SP.

O primeiro passo foi a entrega das pautas de reivindicações para seis setores patronais que aconteceu na sexta-feira (3) nas sedes da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP) e do Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores (Sindipeças).

Participaram presidentes e dirigentes da Federação e dos sindicatos filiados do ABC, Sorocaba, Taubaté, Itu, Matão, São Carlos, Monte Alto, Araraquara, Cajamar, Salto, Pindamonhangaba e Itaquaquecetuba.

Durante as solenidades, o presidente da FEM, Luiz Carlos da Silva Dias, o Luizão, falou sobre a construção das pautas de reivindicações que receberam ricas contribuições dos trabalhadores no chão de fábrica e foram amplamente debatidas nas Plenárias Regionais de Monte Alto, Itu e Taubaté. Luizão pediu aos empresários que analisem com carinho as propostas.

“Aprovamos a nossa bandeira de luta  Nenhum Direito a Menos e Mais Avanços Sociais que tem essa preocupação de não aceitar retrocesso nas nossas conquistas sociais”, frisou.

Ele citou, como exemplo, o nefasto PLC 30 (antigo 4330), que permite a terceirização indiscriminada nas atividades fim das empresas, destacando que ele representa um “ataque frontal aos direitos da classe trabalhadora”, que foram conquistados com muita luta e suor ao longo dos anos.

As negociações devem iniciar nesta primeira quinzena de julho.


Entendimento

Trabalhadores e empresários destacaram que, embora a conjuntura econômica do País hoje seja atípica, é importante construir um diálogo equilibrado que caminhe para o entendimento. “Reconhecemos que a conjuntura atual não é das melhores, assim como o momento político, mas o que estamos propondo nas nossas pautas são questões do dia a dia do trabalhador, que é possível as empresas cederem sem muito custo. Podemos avançar e o trabalhador pode contribuir com o Brasil”, frisa Luizão.

O coordenador da bancada patronal do Grupo 8, Valdemar Andrade, aposta no diálogo. “Esperamos a união de todos para que possamos chegar ao final das negociações com uma Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) que sirva para todos”, disse.

Para o coordenador da bancada do Grupo 3, Dráuzio Rangel, diante desse cenário difícil da economia, a manutenção dos empregos deve ser priorizada nas mesas de negociação. “Temos que fazer esse esforço. Porque o emprego é o maior bem do trabalhador e também da empresa”,ressalta.

O presidente da FEM concorda, mas chama atenção para o fato que os metalúrgicos querem a volta dos níveis de emprego anteriores. “Sabemos que uma parte das empresas realmente passou por uma situação complicada, mas outras aproveitaram do momento difícil para fazer a reestruturação necessária. E o trabalhador já pagou um pouco dessa conta que ele não deve”, explica.



Principais reivindicações

Os  metalúrgicos da CUT no Estado de São Paulo aprovaram como principais bandeiras de lutas:  40 horas semanais; a reposição da inflação e aumento real; a unificação e valorização dos pisos e a valorização das cláusulas sociais. O slogan da Campanha é “Nenhum Direito a Menos e Mais Avanços Sociais”.

As cláusulas sociais serão o destaque. Foram apresentadas mais de 30 contribuições que vieram das Plenárias Regionais realizadas em Monte Alto, Itu e Taubaté que propõem melhorias nas cláusulas pré-existentes (que estão em vigor nas Convenções Coletivas de Trabalho) e a inclusão de novos direitos. “Queremos uniformizar as nossas cláusulas pelo o que temos de melhor em cada grupo”, explica Luizão.

 

Perfil dos setores metalúrgicos base FEM-CUT/SP
A Federação negocia com seis bancadas patronais: Grupo 2 (máquinas e eletrônicos); Grupo 3 (autopeças, forjaria, parafusos); Grupo 8 (trefilação, laminação de metais ferrosos; refrigeração, equipamentos ferroviários, rodoviários entre outros); Grupo 10 (lâmpadas, equipamentos odontológicos, iluminação, material bélico entre outros); Estamparia e Fundição.


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