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Campanha Salarial: Coletivo debate direitos sociais para as Metalúrgicas

15/05/2015

Sindicalistas se reuniram na terça-feira (12), na CUT/SP, no Brás

Ceres, Sônia, Andréa e Gilza - foto: Viviane Barbosa/Mídia Consulte 
 

Publicado em: 12/05/2015

Dirigentes metalúrgicas iniciaram em reunião do Coletivo, realizada na terça-feira (12), na sede da CUT/SP, no Brás, o debate das reivindicações das mulheres na Campanha Salarial da FEM-CUT/SP. Organizada pela Secretaria da Mulher da Federação, participaram sindicalistas do ABC paulista, São Carlos, Itu, Salto e São Carlos.


Também prestigiaram a reunião a Secretária sobre a Mulher Trabalhadora da CUT/SP, Sônia Auxiliadora, e o presidente da CUT/SP, Adi dos Santos Lima.


Dirigentes metalúrgicas com o presidente da CUT/SP, Adi dos Santos Lima - foto: Viviane Barbosa/Mídia Consulte
 

Neste ano, a Campanha Salarial terá pauta cheia, ou seja, além das questões econômicas, também serão debatidos a melhoria, aperfeiçoamento e a inclusão de direitos sociais nas Convenções Coletivas de Trabalho (CCT). A data-base é 1º de setembro e cerca de 43 mil trabalhadoras metalúrgicas estarão em Campanha na base da Federação.

A Secretária da Mulher da FEM, Andréa Ferreira Souza, socializou com as companheiras o formato da Campanha Salarial, que terá quatro Plenárias Regionais, que debaterão as reivindicações dos trabalhadores no chão de fábrica. A primeira acontecerá no próximo sábado (16), em Monte Alto, e reunirá dirigentes dos sindicatos metalúrgicos de Monte Alto, Matão, Araraquara, São Carlos e Gavião Peixoto.

“Nosso maior objetivo é consolidar as nossas cláusulas sociais que contemplem os homens e as mulheres metalúrgicas”, enfatiza Andréa.

A dirigente destaca como reivindicações importantes a Licença-Maternidade de 180 dias para as trabalhadoras que ainda não têm esse direito garantido.

São os casos do Grupo 8 (que reúne empresas de trefilação, laminação de metais ferrosos; refrigeração, equipamentos ferroviários, rodoviários entre outros) e Estamparia. Hoje nestes setores, a cláusula é facultativa, ou seja, as empresas poderão conceder ou não este importante direito à trabalhadora.

Já no G10 (lâmpadas, equipamentos odontológicos, iluminação, material bélico entre outros), a cláusula garante apenas 150 dias.

Andréa disse também que uma cláusula muito cobrada na base é o atestado médico para o acompanhante de filho (a) menor de 12 anos de idade. “Este direito é para a criança e não para a mãe ou pai”, explica.



 

A redução gradativa na jornada semanal de trabalho de 44h para 40h também é outra luta. “Temos que avançar nas mesas de negociações. O combate à rotatividade é outro problema. Nós mulheres sofremos muito, porque quando a empresa decide demitir, a mulher é a primeira a ser dispensada”, relata.

Avaliação
“O direito ao atestado médico para mãe e pai com filho de até 12 anos é uma luta de todos nós homens e mulheres. Com certeza, faremos uma ótima Campanha”, Gilza Macedo, dirigente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC.

 “Temos que nos interagir e fortalecer nossa Campanha. Assim como os homens, nós nascemos para falar”, Magailda Silva Pereira, dirigente do Sindicato dos Metalúrgicos de Salto.

“Espero que tenhamos uma grande vitória para todas as mulheres e homens do ramo metalúrgico  no Estado de São Paulo”, Claudineia Leonardi, é dirigente da FEM e do Sindicato dos Metalúrgicos de Itu.

Próxima reunião
 

No final da reunião do Coletivo, as dirigentes metalúrgicas definiram que a próxima reunião será itinerante e acontecerá, em São Carlos, no dia 9 de junho.

A 5ª Marcha das Margaridas, que acontecerá nos dias 11 e 12 de agosto, o 14º Congresso Estadual da CUT/SP, de 24 a 28 de agosto, e o Congresso Nacional da CUT (CECUT), de 13 a 16 de outubro, foram outras agendas socializadas que contarão com a participação das metalúrgicas de São Paulo.

 

Viviane Barbosa, da Redação da FEM-CUT/SP

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