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Nossos Sindicatos Devem Abrir Mais Espaço Para a Mulher Nas Direções”, Afirma Valmir Marques

09/12/2014

A próxima direção da Federação dos Sindicatos Metalúrgicos da CUT (FEM-CUT/SP), que será eleita no 7º Congresso Estadual em março de 2015, tem uma tarefa importante: abrir mais espaço para a mulher metalúrgica participar e ser inserida nas direções dos sindicatos.

A afirmação é do presidente da FEM, Valmir Marques da Silva, Biro-Biro, que debateu o tema paridade na reunião do Coletivo de Mulheres da Secretaria da Mulher da FEM-CUT/SP, realizada nos dias 4 e 5 de dezembro, na Colônia de Férias do Sindicato dos Metalúrgicos de Itaquaquecetuba. A atividade reuniu 21 dirigentes dos sindicatos de Itaquaquecetuba, São Carlos, Itu, Salto, ABC, Sorocaba e Pindamonhangaba. As mães metalúrgicas levaram seus filhos que ficaram confortavelmente em uma creche montada no local.

O direito à paridade, ou seja, as direções da CUT Nacional e das CUTs estaduais deverão ser compostas com equilíbrio de homens e mulheres, foi aprovado no 11º Congresso Nacional da CUT (CONCUT), em 2012.
Biro destaca que essa foi uma conquista histórica porque reconhece e abre espaço para as mulheres que se dedicaram e se dedicam às causas dos trabalhadores e trabalhadoras.

No entanto, o presidente da FEM disse que o ramo metalúrgico está atrasado neste debate em comparação a outras categorias, como bancários, municipais e químicos que estão mais adiantados. “Aprovamos a paridade, mas nas direções dos nossos sindicatos existe uma disparidade muito grande”, pondera.

Biro explica que a maioria dos homens não tem pretensão de abrir espaço para as mulheres e para mudar esta cultura machista só com muito debate político. “É fundamental a continuidade do trabalho deste Coletivo, que tem evoluído nesta discussão, para quebrar essa resistência e construir uma política de incentivo à participação da mulher nas direções dos sindicatos”, ressalta.

Conquistas
Biro citou que as mulheres metalúrgicas na base da FEM – que representam 16,6% do total de trabalhadores no Estado (cerca 42,4 mil) – conquistaram direitos sociais importantes. “Nas nossas Campanhas Salariais conquistamos, por exemplo, melhorias no direito ao auxílio creche, o combate à violência doméstica e a Licença Maternidade de 180 dias”, relata.

O sindicalista elogiou o trabalho da dirigente Andréa Ferreira Souza à frente da Secretaria da Mulher da FEM. “Esta companheira está de parabéns, pela dedicação e força de vontade. Ela ajudou a enriquecer muito este Coletivo, que deve continuar nesta direção”, finaliza.
 

A vereadora do PT na Praia Grande, Raquel Ballaris - foto: Mídia Consulte

Igualdade de Oportunidades
A convite da Secretaria da Mulher da FEM, a vereadora na Praia Grande, Janaina Ballaris, do Partido dos Trabalhadores falou para as dirigentes sobre a sua trajetória e a vontade em contribuir com a política. “Para termos uma sociedade justa e humana é importante que tenhamos uma reforma política”, salienta.
Ballaris, que foi eleita em primeiro mandato, disse que aprendeu muito com as metalúrgicas e salientou que é justa a reivindicação da luta por igualdade de oportunidades. “Elas disseram que a discriminação no chão de fábrica é grande, as mulheres assumem cargos de líder e não de chefia, e que desejam mais participação nos sindicatos e na Federação”.
A vereadora afirma que para fazer mudanças é necessário traçar metas. “Não adianta mudar de fora pra dentro, mas de dentro para fora. O maior desafio para um político é mobilizar o povo para participar”, finaliza.

Viviane Barbosa, Assessoria de Imprensa e Comunicação da FEM-CUT/SP


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